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19
JUN
2018

Empreendedora da natureza

Conheça a história de Suzana Aleixo, criadora de um viveiro de árvores no interior de São Paulo

Algumas histórias de empreendedorismo começam desde muito cedo. Uma delas é a de Suzana Aleixo, fundadora e diretora da Árvores Brasileiras Viveiro de Mudas Nativas, localizada em Iperó, interior de São Paulo, e que produz e vende árvores nativas e exóticas para as diversas finalidades.

Suzana começou sua vida “profissional”, com 7 anos. “Desde pequena achava que trabalho era divertimento. Morava em uma fazenda e, após a escola, tinha a tarde livre. Minha minha primeira atividade era separar bezerros das vacas leiteiras do meu pai, que entregava leite para cooperativa em Sorocaba. Nunca encarei isso como obrigação, fazia por gostar e achar divertido. Por isso, peguei gosto pelo trabalho”, conta.

Devido à sua proximidade com animais e a natureza, Suzana, com 13 anos, fez o primeiro negócio. Comprou fiado três bezerros de um tio que morava na mesma cidade. “Pedi prazo para pagar e, na venda, quitaria a dívida. Depois de uns meses eles engordaram, ficaram bonitos e vendi. Lucrei, ficando com saldo positivo e foi a alavanca que eu precisava para continuar a investir”, relembra a empresária.

“Nessa época, a fazenda tinha se transformado em uma área de lazer e, como tínhamos cavalo para a lida com o gado, comecei a alugá-los para os turistas que frequentavam o local. Depois de três anos, tínhamos 25 cavalos para locação, todos com seus arreios e equipamentos. Foi justamente aí que tive meu primeiro funcionário e comecei a entender as dificuldades de gerir um negócio”, reflete Suzana.

Por que empreender?

“Não sei dizer ao certo, mas me empolgava, fascinava saber ganhar dinheiro com meu trabalho, conquistar e ter poder de decisão e de liderança; quando recebia dinheiro já enxergava uma nova oportunidade de investir com inteligência de receber mais no próximo negócio para dar continuidade. Eu focava em fatos e objetivos, me organizava para conseguir, o que dava satisfação pessoal; não era e não é por satisfação financeira. O dinheiro é o trampolim para a satisfação pessoal, uma oportunidade de crescimento”, diz.

“Meu pai sempre me incentivou, me apoiou e ensinou a ser independente, ser livre. Fiz alguns negócios ruins, mas tudo é aprendizado e como meu pai diz: a gente paga caro para aprender. Mesmo assim não desistia de minhas metas nos obstáculos, encarava como desafios e como poderia me tornar mais forte a partir desse aprendizado. Sair da zona de conforto e pensar que eu teria respostas para os problemas me levava a esforçar para passar por situações que exigiam mais e mais de minhas habilidades para transformar em realidade”, completa.

Desafios

Como todo empreendedor, Suzana conta que, por ter começado nova e ser mulher, precisou enfrentar muitos desafios. “Estava em um ramo quase exclusivo de homem, mas não enxergava dessa forma, pois desde muito pequena acompanhava meu pai em todos os lugares para fazer negócios e tudo era muito normal para mim”, explica. “Observava os homens negociando e agia como eles, o que dava orgulho ao meu pai, que ficava muito feliz em poder acompanhar meu crescimento. Com o tempo também adquiri uma postura que era uma espécie de escudo para me proteger do assédio”.

Suzana ainda conta que o preconceito sempre existiu e  há 40 anos era pior. “Mas nasci líder; desde pequena liderava as brincadeiras e fui apoiada para desenvolver essa qualidade. Driblei os preconceitos com a postura de liderança, deu certo e aprenderam a me respeitar. E até hoje eu trabalho em um meio onde predomina o masculino e não tenho problemas com isso. Digo sempre que desde nova aprendi a ouvir todo tipo de cantada e assédio, então tiro de letra”.

Conquistas

Conquistas sempre foram uma constante na vida da empreendedora. “A vida ensina a gente a sobreviver e se destacar. Afirmo que minha maior conquista foi conquistar a liberdade e independência. Hoje tenho minha empresa e ao mesmo tempo trabalho na administração da empresa do meu pai. Faço o que gosto de fazer, então não é um trabalho no sentido da palavra”.

Árvores

Suzana é apaixonada por árvores, por isso é dona da Árvores Brasileiras Viveiro de mudas nativas, considerado omelhor viveiro de mudas nativas do estado de São Paulo, tanto pela diversidade de espécies como pela quantidade de mudas. “Estou no ramo desde 2000 e nesses anos venho trabalhando com vida e com esperança de um planeta melhor para todos. Sempre digo que quando a primeira árvore foi derrubada começou a civilização, mas quando as últimas árvores forem derrubadas, terminará a civilização”.

Comparada com outros viveiros, a empresa de Suzana tem a maior diversidade de espécies, hoje com 344 espécies de árvores de vários biomas. “Mantenho quantidade de mudas para atender a grandes pedidos e tenho sempre a pronta entrega”.

DiferenciaisA empresária explica que precisava se destacar dos demais viveiros, pois a maioria deles era de agrônomos, engenheiros florestais e pessoas com experiência e qualificação. “Comecei em 2000 sem saber praticamente nada e sem ter cursos ou internet como existe hoje. Na época, precisávamos fazer reposição e compensação ambiental na empresa de mineração da família, então foi muito difícil. Perdi muito tempo, mudas e sementes, mas de maneira nenhuma eu iria desistir e resolvi aprender sozinha, porque o curso mais perto estava a 200 km de distância”.

“Assim, comecei a comprar livros e aprendi sozinha. Por isso me destaquei entre os outros viveiros, com mudas de qualidade e orgânicas, aclimatadas, com grande variabilidade e diversidade, pronta entrega, documentação completa e fui umas das primeiras a ter RENASEM – Registro Nacional se Sementes e Mudas – exigido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. Trata-se de um documento que permite comercializar mudas de qualidade e dentro da conformidade exigida pelos órgãos fiscalizadores: CETESB, DAEE, Prefeituras, entre outros”, orgulha-se.

Objetivos

“Em 2018, nosso maior objetivo é administrar de maneira que possamos passar ileso pela situação caótica do país. Correr atrás da meta sem se importar com pessimismo ou críticas. Simplesmente fazer acontecer e dar o meu melhor para isso. Sonhar grande dá o mesmo trabalho que sonhar pequeno, então é uma questão de escolher. É fundamental pensar como gestora e não como empresária”, ensina. “Para o próximo ano, espero muito que o ramo de negócios não continue sendo o mais sacrificado, para que não prejudique a qualidade de vida do ser humano e, principalmente, o planeta.  Desejo muito que os órgãos ambientais fiscalizadores passem a exigir que as empresas com passivos cumpram as exigências e TCRA -Termos de Compromisso de Reposição Ambiental”, vislumbra.

Brasil

A exemplo de milhares de empreendedores, Suzana também se preocupa com o futuro da nossa economia. “A carga tributária e a falta de comprometimento dos governantes deixam os empresários inseguros e a cada dia com margem menor. Os objetivos ficam cada dia mais longe, por isso, temos que realmente agir com cautela e pensar na frente dos demais”.

“Empreender com sucesso e em longo prazo no Brasil não é para qualquer um, precisamos ser sensatos e ganhar na hora da compra porque a venda é incerta. Estar com os pés no chão e verificar a viabilidade de cada passo. Não ser pessimista e nem otimista demais, nada ao extremo que possa tirar a noção de realidade. Fazendo tudo certo, o sucesso é incerto. Imagina se fizer errado então! E para ter sucesso é preciso fazer as coisas de jeito diferente para ter resultados diferentes. Disciplina e calma são as palavras e atitudes de ordem. Almejar! Agir! Alcançar! Agradecer!”, finaliza.

Fonte: Empreender no Brasil

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